Quanto Mais Acho Que Sei, Mais Exponho a Minha Ignorância

Algumas das verdades mais importantes na vida são contraditórias na superfície. Elas parecem impossíveis, mas a experiência demonstra, uma e outra vez, que elas são óbvias. Mas não até você olhar um pouco mais profundamente, sob as contradições da superfície, onde os grãos reais de sabedoria surgem.

Quanto mais você odeia algo em alguém, mais provável é que você esteja evitando isso em si mesmo. Carl Jung acreditava que as características dos outros que nos incomodam são reflexos das partes de nós mesmos que nós negamos. Freud se refere a isso como “projeção”. A maioria das pessoas chama isso de “ser um idiota”. Por exemplo, a mulher que é insegura sobre seu peso vai chamar todo mundo de gordo. O homem que é inseguro sobre o seu dinheiro vai criticar os outros, pelo dinheiro que eles têm.

download

As pessoas que não podem confiar, não são confiáveis. As pessoas que são cronicamente inseguras em seus relacionamentos são mais propensas a sabotá-los. Doentio ou não, uma maneira de as pessoas se protegerem de se machucar é ferindo os outros primeiro.

Quanto mais você tenta impressionar as pessoas, menos impressionadas elas ficarão. Ninguém gosta de alguém que “tenta demais”.

Quanto mais você fracassar, mais provável seja que você tenha sucesso. Pense em citações de pessoas famosas, por exemplo. Você provavelmente já ouviu muitas delas. Edison tentou mais de 10.000 protótipos antes de conseguir a lâmpada certa. Michael Jordan foi cortado do time do ensino médio. O sucesso vem do aperfeiçoamento e a melhoria vem do fracasso. Não há nenhum atalho ao redor deles.

 

Quanto mais algo te assusta, mais você deve fazê-lo, provavelmente. Com exceção, é claro, de atividades de ameaça à vida ou fisicamente e genuinamente prejudiciais. Você pode, por exemplo, conversar com uma mulher atraente, falar em público, começar um negócio, dizer algo controverso/polêmico, ser dolorosamente honesto com alguém, etc. Estas são todas as coisas que fazem você sentir medo, e elas fazem você sentir medo porque é algo que deve ser feito.

Quanto mais medo você tem da morte, menos você será capaz de aproveitar a vida. Ou como uma das minhas citações favoritas coloca, “A vida encolhe e expande em proporção a sua coragem.”

Quanto mais você aprende, mais você percebe o quão pouco você sabe. O velho ditado de Sócrates: “Só sei que nada sei”. Sócrates lançou algumas bombas de conhecimento sobre a incerteza do conhecimento. Ele sabia do que estava falando.

 

Quanto menos você se importar com os outros, menos você irá se importar consigo mesmo. Eu sei que isso pode ir contra toda a percepção que você já teve de um babaca egoísta. Mas as pessoas tratam as pessoas como elas tratam a si mesmas. Pode não ser aparente do lado de fora, mas as pessoas que são cruéis com as pessoas ao seu redor são cruéis consigo mesmas.

Quanto mais conectados ficamos, mais isolados nos sentimos. Apesar de estarmos mais “comunicativos” do que nunca, pesquisas revelam um aumento no narcisismo, na solidão e na depressão em termos globais, desenvolvido ao longo das últimas décadas.

Quanto mais disponível é uma coisa, menos você irá querê-la. Os seres humanos têm um viés forte de escassez. Assumimos inconscientemente as coisas escassas são valiosas e as coisas abundantes não são. Este não é o caso.

Quanto mais honesto você for sobre suas falhas, mais as pessoas vão pensar que você é perfeito. O que é surpreendente sobre a vulnerabilidade é que quanto mais confortável você estiver sobre não ser tão “legal o tempo todo”, mais as pessoas vão pensar que você é.

Quanto mais você tentar manter alguém próximo, mais longe você vai empurrar a pessoa. Isso é o argumento contra o ciúme nos relacionamentos: uma vez que as ações ou sentimentos se tornam obrigações, eles perdem todo o significado. Se a(o) sua(eu) namorada(o) se sente obrigada (o) a passar seus fins de semana com você, então o tempo que passam juntos tornou-se absolutamente sem sentido. Viva e deixe viver!

 

Quanto mais escolhas você tem, menos você fica satisfeito com cada uma delas. Este é o velho “paradoxo da escolha”. Quando temos muitas opções, tornamo-nos menos satisfeitos com qualquer uma delas em particular. A teoria é que, quando temos tantas opções, temos maiores oportunidades de selecionar uma em particular; portanto, ficamos menos satisfeitos com nossa decisão. Escolha uma. Vamos lá, ESCOLHA UMA!

Quanto mais convencida uma pessoa está de que esteja certa, é bem provável que ela não faça ideia de quão errado está. Existe uma correlação direta entre a forma como quão uma pessoa é aberta às diferentes perspectivas e quanto essa pessoa realmente sabe sobre um determinado assunto. Ou como o filósofo Bertrand Russell disse certa vez: “O problema com o mundo é que os estúpidos são pretensiosos os inteligentes são cheios de dúvidas.”

 

A única certeza é que nada é certo. Essa percepção quase fez minha cabeça explodir quando eu tinha 17 anos, e ainda tem o mesmo efeito na mesma cabeça de quase 40.

A única constante é a mudança. Essa é uma dessas declarações banais que parecem muito profundas, mas que na verdade não significam nada. Mas ainda assim é verdade!

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *